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Desequilíbrio na internet

No post de hoje do Petiscos, "Gata por Lebre", há dois assuntos importantíssimos sendo discutidos:
  • pessoas que se põe como exemplo e ditam regras de alimentação, exercícios ou beleza, sem terem a qualificação profissional para isso, e
  •  o cyber bullying que mina a autoestima de qualquer um que poste uma foto em que não esteja magérrimo.
No primeiro caso se encaixa uma australiana que divulgou ter se curado de um câncer cerebral através de alimentação livre de glúten, lactose e açúcar refinado. Baseada nessa história ela fez um aplicativo que tem mais de 300 mil downloads e escreveu um livro. No entanto, agora foi descoberto que era tudo mentira!
Ou seja, ela deu falsas esperanças a pessoas efetivamente doentes que acreditaram de boa fé que o que ela divulgava era verdade.
A lição aqui é simples: não podemos nos deixar levar por histórias contadas em internet. Essas histórias de milagres de curas ou de alcance do corpo perfeito através da alimentação x ou y, e exercícios conforme os vídeos que eles colocam no YouTube, não são sinônimos de realidade. Se não estiver sendo divulgado por profissionais comprovados, não acredite!
"... nós deveríamos dar ouvidos não a quem tem tantos mil seguidores como qualificação, mas a quem tem capacidade técnica de verdade."

O outro assunto é cyber bullying: pessoas se aproveitando do anonimato da internet para bombardear outras com comentários críticos sobre sua forma física.
"Está gorda", "Não pode ser instrutora de pilates assim gorda" -- foi esse o teor de comentários recebidos pela instrutora de Pilates, com certificação técnica, Cassey Ho, do Blogilates.
Após passar por isso Cassey fez um vídeo sobre o assunto, que já está com mais de um milhão de visualizações. [Assista aqui]
'Cassey escreveu: “É difícil estar feliz com o seu corpo quando as pessoas estão constantemente dizendo quão gorda você está. Os elogios irônicos, os comentários maldosos, o cyber bullying – tudo isso mexe com a gente… e nos machuca. E se pra ter uma barriga negativa e seios maiores só fosse necessário clicar em algum lugar? E se você pudesse parar com todo o ódio e só photoshopasse você mesmo nesse momento, na vida real? O que você mudaria?”. A mensagem é clara: com um único clique é possível parar com a ódio na internet. É só não clicar em ‘enviar’ ao pensar em fazer um comentário para humilhar alguém.'

O post conta também a história da fotógrafa que criou um vídeo onde modifica sua própria imagem de acordo com os padrões de beleza atuais: seios maiores, cinturinha, bunda grande e olhos enormes. Seu trabalho se chama “Manipulate”, e Kelsey Higley diz sobre ele:
“Esse trabalho é um comentário não só de como essa idealização é fora da realidade, mas também sobre o desejo das mulheres de serem atraentes”. [Assista aqui]

Minha conclusão: há muita gente desequilibrada que usa a internet para ganhar atenção ou para destilar maldade visando destruir outras pessoas.  #bad  :(

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