Uniforme X Roupas

Muito se noticiou esta semana sobre a americana que decidiu criar para si um uniforme de trabalho e usá-lo direto, todos os dias úteis da semana. Há três anos Matilda Kahl vai para seu escritório, onde é diretora de arte, com uma mesma combinação de blusa branca e calça preta.
Ela criou o uniforme após de atrasar para uma reunião importante devido à dúvida de qual roupa usar naquele dia.
Então, ela radicalizou: passou a comprar lotes de 15 blusas e 15 calças iguais todo ano, para usá-las pelos próximos 254 dias de trabalho. Após isso, roupa não é mais uma preocupação matinal: agora ela conta que vivencia praticidade, o que a fez economizar muitas horas e muitos dólares.

E o fato em si é menos importante que sua repercussão. A história de Matilda veio a público em um artigo da Harper’s Bazaar e rendeu mais de 42 mil compartilhamentos.

Por que ficamos tão impactadas com essa escolha?
Sem dúvida há o estranhamento de "Como ela quer usar a mesma roupa todos os dias???". Como mulheres, somos muito ligadas à moda e às roupas. A ideia de estar sempre igual não parece atraente.

Mas a explicação de Matilda é perfeita: em se tratando de trabalho ela não quer colocar a roupa como centro de atenção e, sim, seu desempenho profissional. Sob essa óptica fica fácil entender como ela alijou a roupa a um item de pouca prioridade.

Comparando
Se olharmos os homens que trabalham em escritórios, veremos que eles têm um uniforme diário: camisa e calça social, paletó, gravata. A moda pode estar ditando que agora o mandatório é se basear na estética boho, ou anos 70, floral, grafismo, color block, etc., etc. Como eles se vestirão? Sem alteração alguma, eles sempre estarão com sua roupa social em cor escura.
E isso é libertador.
Tanto é que alguns homens em empregos informais também criaram seus próprios uniformes -- vide Steven Jobs e o estilista Michael Kors.
Logo, a adesão a um uniforme diário é uma forma ótima para economizar dinheiro e tempo. Se eu sair do esquema home office é certeza que vou seguir esse exemplo e adotar um uniforme.
Boa ideia, Matilda!

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