A vida

Hoje foi dia de velório de um tio muito querido, bastante velhinho e doente há tempos. Nessas horas a gente se pega pensando no quanto deixou de visitar, de ver o outro, de estar perto quando essa pessoa ainda podia nos receber. E, ao mesmo tempo, na impossibilidade de fugir à essa rotina louca que nos prende à nossa cidade, aos compromissos diários, a só conseguir ver quem está mais perto.

Outra coisa que fica muito claro nesses momentos é o quanto a religião tem um papel imenso em confortar as pessoas que ficam. Minha tiazinha ouvia o padre e acreditava que iria reencontrar no céu aquele que foi seu marido por 68 anos. E você via nos olhos dela que ela estava consolada.
Eventos como o de hoje são lembretes para que prestemos mais atenção à nossa vida e como a levamos. O tempo é curto e passa rápido. Não sei vocês, mas para mim está difícil conseguir encontrar um propósito na vida após ter criado meus filhos. Meu papel, que desempenhei brilhantemente por tantos anos, simplesmente acabou. E agora?

Não sei. Só sei que tenho que encontrar logo esse novo objetivo para o resto da minha vida. Quero que no meu final possam dizer que tive uma vida plena, e não que foi uma vida incompleta e cheia de arrependimentos.
Easier said than done...
Querida leitora, tem alguma história para compartilhar?

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