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Kondo / Livro: A Mágica da Arrumação

Terminei bem impressionada "A Mágica da Arrumação", de Marie Kondo. Ótima notícia para um livro cujo início é sofrível: ela conta a mesma história várias e várias vezes, como numa daquelas propagandas infinitas da Polishop!


O texto detalha sua infância, a ânsia por organização e os vários métodos testados até chegar no definitivo, que ela batizou com seu nome: KonMari.
Os princípios do método são os abaixo e uma experiência de arrumação de guarda-roupa já estão relatados neste post aqui.


Por incrível que pareça, apesar do título ser "Arrumação", ela não dá muitas dicas de organização em si, o foco máximo é na triagem e no descarte de tudo que não faz nossos olhos brilharem. É praticamente um livro sobre minimalismo.


Os grandes truques são realmente a arrumação de objetos por categoria e não por local, o dogma de se retirar tudo dos armários antes de triar, e o retorno somente das peças que nos fazem felizes.

O método FUNCIONA, e muito bem. Há um mês triei meu guarda-roupas seguindo essas normas e é uma alegria abri-lo e só encontrar roupas que eu gosto. Sei que posso pegar qualquer coisa lá dentro e sairei feliz. Chega daquelas tentativas de usar peças bonitas mas que não nos serve bem, ou que não gostamos no nosso corpo, ou qualquer outra coisa negativa. Quando só fica o que você ama, a vida fica muito mais fácil! E mais: diminui a vontade de comprar novos itens. #incrível


A sequência de objetos a serem organizados é sabiamente estabelecida pelo KonMari conforme o grau de dificuldade de descarte, levando-se em conta: o valor material do item, sua funcionalidade, informações e apego emocional. Assim, sempre deve-se iniciar pelas roupas, em seguida por livros, daí para papelada, itens variados (miudezas que rolam pela casa) e por fim os mais difíceis, como são fotos, lembranças, presentes.

Estou me preparando para fazer os livros. Acho que será fácil do ponto de vista de segregação. O difícil será retirar todos dos armários e colocá-los no chão (será uma ginástica!), antes de iniciar a triagem. Porém, como já entendi que juntar tudo é uma parte essencial do método, vou fazer exatamente assim.

Achei muito legal que ela não incentiva o uso de nenhum organizador especialmente comprado: pelo contrário, ela diz que o que você tem em casa já é suficiente, desde que se use sabiamente as gavetas e as caixas vazias de sapato, que dão ótimos nichos.
Atualização: em 2018 ela mesma criou caixas lindamente estampadas para usar na organização, já que "muitos clientes não estavam satisfeitos com o visual irregular" obtido do uso de caixas aleatórias.

Já outras coisas ditas no livro não me convenceram. Por exemplo, retirar todas as fotos dos álbuns e escolher somente algumas delas para recolocar no lugar. Entendo isso numa situação em que absolutamente não se tem espaço algum em casa. Mas quando temos casas maiores, como aqui no Brasil [em comparação ao Japão], não vejo necessidade de reorganizar algo que já está arrumado.

Conclusão
O livro me inspirou muito e fez colocar em prática uma minimização dos meus objetos, me tirando da rotina consumista que eu levava, sem consciência de como era absurda.
Grifei-o muito enquanto lia, o que é um ótimo indicador de que as ideias ali expostas pareceram boas e aproveitáveis. Recomendo a leitura! [pule as partes repetitivas do início]. E bom destralhe!
Virei #fã

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