Kondo / Guardar ou descartar?

Fiquei surpresa ao ler que há um movimento contra a atual "mania" de desapego que rola seguindo os moldes dos ensinamentos da japonesa Marie Kondo.
A maior crítica ao descarte é Dominique Browning, em seu artigo no "The New York Times" [leia aqui].
Resumindo, ela acha que os objetos que coletamos ao longo da vida têm muito significado e fazem parte essencial da nossa existência. E mais: tal como uma pessoa que faz regime para depois engordar tudo novamente, porque o corpo tem um ponto de equilíbrio para o qual sempre retorna, ela acha que encheremos os espaços abertos novamente, com futuras (e rápidas) aquisições.
Interessante ouvir uma voz dissonante a um método que, até agora, eu estava achando ser 100% aplicável a todas as casas. Pelo visto há pessoas que realmente gostam de ter muitos objetos e não conseguem -- e nem querem -- pensar em se desfazer de parte deles.

Reflexão
Após ponderar os argumentos de Dominique, ainda continuo achando o método KonMari fantástico. Foi o único que efetivamente me ajudou a escolher as peças que eu amava de verdade no guarda-roupa -- e assim ter consciência do meu estilo --, que possibilitou uma limpeza profunda nos meus pertences, tudo sem efeitos colaterais de dores na consciência ou arrependimentos. Porque se você só mantém o que ama e descarta somente o que não faz seus olhos brilharem, por que se arrepender? E convenhamos: ao longo da vida juntamos itens demais, sendo que muitos deles perdem o significado com o tempo. Então, declutter [destralhar] se faz necessário.

Sim, existe o risco de ver espaço sobrando na estante e achar que dá para comprar mais livros. Ou de ter lugar para pendurar mais cabides e sair comprando roupas. No entanto, até isso é mais fácil de ser evitado após a limpeza. Depois que você percebe o quanto de roupas e objetos foi descartado por não serem importantes para você, há uma conscientização maior na hora de comprar novamente. Afinal, "o que diria Marie Kondo dessa nova aquisição?".  :D
E pensando assim tenho evitado retornar aos maus hábitos. E estou bem mais feliz assim.  #recomendo
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