Apego aos papeizinhos

Estou arrumando a papelada e meu escritório há meses. Até comprei um arquivo para auxiliar, falei dele aqui. E agora constatei na prática que não importa quanta área você tenha: ela se encherá de coisas num piscar de olhos e, novamente, voltará a faltar espaço.  #comoproceder

Dito isso, tenho que lhes confessar que minha boa intenção por época do citado post {de só guardar imagens que tenham a ver com meu estilo} foi por água abaixo. Estou achando difícil e demoradíssimo fazer essa triagem.
Ok, #brincadeinha
Meu arquivo de recortes de revistas é uma caixa só, com 15 cm de altura.  :D

E novamente me questiono sobre a validade de se guardar imagens e artigos soltos. Quando terei tempo para ver tudo isso novamente? Se agora, que estou num sabático e empenhada em organizar tudo, ainda não consigo reler todo esse material, haverá um dia em que isso ocorrerá?

Até porque...
Antigamente a informação era esparsa e as fontes tinham que ser preservadas. Meus pais tinham três enciclopédias em nossa casa, dicionários de inúmeras línguas, além de uma biblioteca de clássicos.
Mas, hoje? Tudo que precisamos é um computador ligado à internet para ter acesso a toda e qualquer informação que se deseje, inclusive livros.

Mas...
Ao mesmo tempo que meu racional aceita essa nova realidade, está difícil manejar o apego que crio pelos papéis que tão laboriosamente destaco das revistas e coleciono.

Como típica libriana, oscilo entre deixar tudo aí, guardadinho, ou jogar absolutamente tudo fora, para não passar pelo stress desnecessário e dolorido de uma triagem.


[A] Meu filho citou hoje uma teoria interessante: quando você descarta tudo, as coisas realmente importantes (e só estas) acabam voltando às suas mãos. Isso sendo verdade, seria um alívio. (Será que é?)


[B] Após dormir sobre esse assunto fiz o óbvio: consultei o livro da minha guru, Marie Kondo. E nele ela fala, categórica e sem dó: 
Jogue tudo fora. 
Ela diz que se o papel não se refere a algo que está em uso atualmente, não for algo necessário por um período determinado de tempo ou algo que precise ser guardado para sempre (ex.: certidões, etc.), deve ser jogado fora pois não nos trará felicidade.

Vou seguir o conselho dela. Não vai ser fácil, devido ao apego aos papeizinhos, mas vou jogar tudo fora.
Depois, se eu me arrepender, eu volto e conto para vocês. 

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