Consumo: promoções & caça ao tesouro

Nesta época em que a situação econômica do país está complicada, já reparou que as lojas estão criando tentações em cima de tentações para laçar clientes?
Veja só o exemplo deste final de semana:
  • a Le Lis Blanc está com 40% de desconto em peças selecionadas; 
  • o e-commerce OQVestir está dando 10% de desconto extra sobre os itens já remarcados de sua liquidação; 
  • a Dafiti online enviou um voucher dando R$100 sobre qualquer compra acima de R$200 entre itens selecionados [válido por um dia].
  • a mesma Dafiti lançou campanha de 5 blusas por R$100.
Tantas promoções... E aí, essas estratégias funcionam?
Com certeza. O que ocorre é que a possibilidade de comprar algo com um desconto real e significativo desperta em qualquer consumidor de moda uma vontade imensa de "aproveitar" aquela oportunidade.

Porém, antes de sacar o cartão de crédito, pense por outro lado: aonde ficam nossas escolhas conscientes, a ideia de minimalismo (mesmo que leve) e a economia de $ que é necessária neste tempo?

Se há peças legais e dignas de desejo nessas promoções? Claro que há! Porém, se não forem exatamente os SEUS desejos, não adianta comprar. Você vai acabar com mais roupas no armário, porém sem aumentar de verdade suas opções de looks.

E não é só online que as armadilhas se escondem: estava lendo na WhoWhatWear que a Zara usa uma estratégia bem interessante para fazer a gente gastar dinheiro em suas lojas. Eles usam uma teoria que chama-se "Caça ao Tesouro".

É o seguinte: quando se entra na Zara você nunca sabe exatamente o que vai encontrar lá, pois eles recebem novas mercadorias pelo menos duas vezes por semana. Assim, quando vê algo que lhe agrada, a reação é de sentir que é um "achado" e que tem que pegar aquilo imediatamente, ou não encontrará novamente. O que, vamos convir, leva a muito mais compras por impulso do que se soubéssemos que poderíamos sair, pensar, e voltar em outro dia.

Pensar melhor
Eu adoro moda e suas novidades e, paradoxalmente, nutro grande simpatia pelo minimalismo. Acho que a filosofia de se ter menos, mas melhor, é corretíssima. Além do que, nossas roupas em algum momento acabam virando lixo, o que impacta o planeta. Sem contar o trabalho escravo que gira boa parte da indústria têxtil.
Por isso este post: acho que precisamos estar alertas e pesar bem cada situação antes de simplesmente aceitar e comprar o que nos é apresentado como boa oferta ou bom achado.
#pararefletir

Fala sério: que qualidade vão ter essas blusas de malhinha??? E, pior: aonde terão sido feitas?

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