Queen no Rock in Rio 2015

O show mais icônico que fui aconteceu em 1981, quando o Queen veio pela primeira vez ao Brasil. Foi no Estádio do Morumbi e ficamos na pista, minha irmã e eu, vendo-os tocar tão de perto, tão maravilhosamente, a completa realização de um sonho.
Durante longos anos Queen foi minha banda favorita, sendo Freddie Mercury seu expoente maior. Quando ele faleceu, acredito que todos que o amavam morreram um pouquinho com ele -- eu morri. Fiquei uns 10 anos sem conseguir ouvir nenhuma canção deles, a sensação de perda era tão grande que era insuportável ouvir sua voz e lembrar que ele não estava mais vivo.

Quando a banda colocou novo vocalista, me pareceu uma piada. Como assim, outro vocal? Freddie Mercury é claramente insubstituível. E, realmente, não rolou amálgama com Paul Rodgers.

Então, quando anunciaram Queen no Rock in Rio 2015, foi sem nenhuma espectativa que comecei a ver o show. E me surpreendi positivamente com o novo vocalista, Adam Lambert.

Ele tem 33 anos mas parece um menino perto dos integrantes originais restantes da banda, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor.
Tem uma ótima voz e conseguiu o impossível: ter uma excelente presença de palco sem copiar nenhum dos gestos e movimentos típicos do Freddie. E foi humilde o bastante para dividir algumas músicas com Freddie Mercury, que apareceu por três vezes no telão, cantando.

Sabe outra coisa que fez a maior diferença para mim, mega fã de Freddie? Adam não copiou nem sua indumentária, o que senti como respeito pelo outro artista. Até a coroa do final do show, que tradicionalmente acompanha as músicas We Are the Champions e God Save the Queen, é totalmente diferente. E ao invés da capa vermelha com borda de arminho branco que Freddie usava, igual ao da realeza, Adam colocou um... terno de oncinha e uma coroa de princesa!
Não teve como não gostar dele. Estou muito feliz pela banda ter conseguido se reinventar tão bem. #FÃ

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