Miami & consumo


Olá! Voltei de viagem com várias ideias e projetos na cabeça, como se só agora meu ano realmente estivesse começando. Os dez dias em Miami foram muito úteis para, numa realidade diferente do dia a dia, pensar sobre consumo e o que quero fazer a esse respeito.

Miami é linda, uma cidade que vale a pena ser visitada pela sua arquitetura, urbanismo, museus [em particular o Villa Vizcaya], mas que normalmente é relacionada somente como um destino de compras devido a seus inúmeros shoppings e outlets. 
Claro que há um apelo para compras: veja o Sawgrass Mills [foto], considerado o maior outlet da Flórida e o segundo maior do mundo -- não dá para ignorá-lo.
 
No entanto, passear por seus corredores lotados de pessoas apressadas e empenhadas a chegar à próxima loja e à próxima compra, me deu um momento de clareza quanto à loucura de tudo aquilo. Impossível que todas aquelas compras estivessem sendo feitas por necessidade, com discernimento. Tudo emanava muito consumo, muita oferta, muito gasto desnecessário.

Mesmo com isso em mente, me deixei levar e comprei uma calça GAP por US$20. Precisar, não precisava. Mas uma calça por R$80, quem não "aproveita"? Então, é exatamente aí que mora o perigo. É muito fácil perder a medida quando você está num lugar onde os preços são tão menores que os habituais. Porém, para não juntar tralha, o primeiro mandamento é justamente comprar conscientemente. Coisa difícil num outlet.

Daí...
Já conhece o Projeto 333, que é uma proposta de se usar, durante 3 meses, somente 33 itens entre roupas, acessórios, joias, casacos e sapatos?
Quando li isso pela primeira vez desconsiderei totalmente a ideia, me pareceu uma coisa impossível, irrealizável. Além de totalmente boring. Já pensou, usar sempre as mesmas roupas?!? No entanto...
[continua no próximo post]

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