Amigos

Meu filho brigou com os amigos. Frase que já ouvimos e falamos tantas vezes durante o crescimento dos nossos filhotes, mas que hoje tem uma conotação diferente. Meu filho é universitário e a briga é quase virtual, visto que aconteceu durante uma discussão de ideias em um chat privado da internet.

Indo ao quarto dele para oferecer apoio e um ombro amigo, me peguei lembrando de todas as turmas que já tive durante a faculdade, e a efemeridade delas. Alguns grupos, ótimos na minha lembrança, nem sei como acabaram...

Que época volátil é essa das amizades e coleguismos de estudo. Lembro de um ano mágico em que o grupo era unido ao ponto de passarmos o final de semana na casa da avó de uma de nós, estudando para as provas. E as saídas eram para casas de Chás, uma novidade na época. Lembro bem da casa de chá Jasmim: íamos lá e passávamos a tarde entre risadas e croissants, debates e geleínhas, preocupações de estudo e bolachas amanteigadas. Que tempo bom!!!

Como foi mesmo que acabou? Como foi que me distanciei deles e mudei para outro grupo? Hoje não lembro, de jeito nenhum, e só ficou na memória a parte boa, a parte mais animada, a época em que fui mais feliz na faculdade.
A paixão pelo Queen é desses anos, e perdura até hoje. A lembrança de um aniversário em que todos foram à minha casa, e ganhei flores, presentinhos e amor. Como foi que isso acabou, eu não entendo.

Espero que meu filho consiga criar lembranças tão boas como as minhas, porém mais duradouras. Porque hoje minhas amigas se contam em uma só mão, o que é meio triste. Pois todas sabemos o quanto as amigas são indispensáveis para nossa saúde mental, para nossa vida, como confidentes, como fiel da balança das dúvidas, como companheiras que nos desculpam os erros e nos empurram para a frente.

Queria ainda ter amizade com aquela turma linda de 1982 da Farmácia e Bioquímica da USP. A esses amigos, mesmo longe no tempo e no espaço, só lhes tenho uma palavra hoje: Saudade.

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