Somos únicos


Outro dia compartilhei no Facebook uma frase que me encantou:  
“Gostar de si mesmo em uma sociedade que lucra com a sua insegurança é um ato de rebeldia.”   
Não sei quem é o autor dessa frase, mas faz tanto sentido para mim que a peguei emprestada.
 
Vamos refletir e nos perguntar: Por onde anda nossa liberdade de escolha? 
Vivemos em uma sociedade que parece não se cansar de nos dizer, o tempo todo, como pensar e sentir sobre nós mesmos e o mundo à nossa volta. E essa ordem é tão imperativa que prontamente atendemos. Nosso referencial é externo, os padrões que compulsivamente repetimos não nasceram de nossas escolhas e a maioria deles sequer passa pelo crivo da nossa capacidade crítica, simplesmente continuamos a bater nas mesmas teclas.
Nos deixamos levar pelo sono hipnótico do mundo, perambulamos por nossas vidas, mal nos damos conta que cada encruzilhada nos oferece uma nova possibilidade de escolha, um convite a nos aventurarmos por trilhas ainda não percorridas e a nos encantarmos com paisagens diferentes.
Quando eu era adolescente ouvia Belchior incansavelmente, e o refrão de uma de suas músicas me acompanha:  
“Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.  
Mas podemos mudar! Sempre é tempo para despertar, partir em busca de si mesmo e imprimir no mundo o nosso jeito ÚNICO de ser.
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Texto de Ana Amorim: psicóloga, PUC-SP

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