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As críticas feitas ao Método KonMari

Como em um mesmo dia li duas críticas ao método de destralhamento e organização de Marie Kondo, ficou claro que está havendo uma facção contrária à numerosa corrente que a aprova e admira.

Um post diz que o método KonMari não faz a pessoa se tornar minimalista. E a explicação é que se você opta por guardar o que faz seus olhos brilharem, pode guardar muito mais coisas além do que seria estritamente necessário e essencial para sua vida.
O outro [a foto acima é desse artigo] é ainda mais incisivo e seu link diz ser "anti-marie-kondo-joy-of-clutter". Neste caso, a autora defende não haver nada de errado em termos quartos cheios de relíquias e peças colecionáveis. E ironiza ao dizer que o processo proposto pela japonesa de se agradecer aos objetos antes de doá-los chegou a um nível acima na antropomorfização.

Não sou advogada contratada para defender a Kondo e seu método [risos], mas me senti impelida a escrever porque não concordo com nada disso acima.

Ambientes ou armários abarrotados me fazem mal - e acho que à maioria das pessoas também! É como se a bagunça embotasse a mente e prejudicasse, por conseguinte, a vida.
A ideia de manter quantidades enorme de itens resulta em vermos somente a ponta do iceberg: a maioria das peças estará fora do alcance dos olhos. E o que os olhos não veem... é o mesmo que não termos! Então, prá que juntar tanto, né?
E o hábito de agradecer é uma característica do povo japonês, uma bela característica por sinal. O agradecimento não é para o 'objeto', é para nós mesmos nos darmos conta de como somos abençoados, do quanto temos para sermos gratos. Acho um hábito lindo e é uma pena que no dia a dia esqueça tão frequentemente de pô-lo em prática.

Não, o método KonMari não é uma ode ao minimalismo. No entanto, ele encaminha diretamente à essa filosofia. Eu jamais teria me interessado por minimizar se não tivesse conhecido o método primeiro.
Quando você tem somente o que spark joy - o que faz seus olhos brilharem-, sua posses diminuem e você se torna mais consciente do que precisa para viver, do que lhe faz feliz e, em consequência, das armadilhas do comércio que você agora vê e consegue evitar.
Não sendo radicais no trato do conceito de minimalismo [de só possuir o estritamente essencial], temos que convir que o método é um degrau nessa direção. Eu mesma nunca vou ser uma minimalista em que tudo que eu tenho caberá em uma mala ou uma caixa. Nunca mesmo! Mas hoje sou muito mais consciente e feliz sem fazer compras todo dia, sem ansiar por colocar as mãos na última novidade. E devo isso ao livro da Marie Kondo. Como já disse antes, sou #fã.

Se você ainda não leu o best seller A Mágica da Arrumação, não perca mais tempo! Na minha opinião, é leitura obrigatória.

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