Pular para o conteúdo principal

Os quatro compromissos


Don Miguel Ruiz é um autor mexicano, professor dos ensinamentos toltecas. A cultura tolteca é o legado deixado por uma civilização pré-colombiana que dominou grande parte do México entre os séculos X e XII e que conservou a sabedoria dos seus antigos ancestrais. Don Miguel Ruiz, descendente dessa tradição, é o autor do livro “Os quatro Compromissos”, onde expõe de uma forma muito simples e objetiva quatro pressupostos que nos auxiliariam a quebrar a ilusão na qual estamos todos imersos em relação ao mundo em que vivemos. Segundo ele, vivemos um sonho que não é nosso, mas coletivo, e que alimentamos através do medo e da negação. Desta forma conduzimos nossas vidas no sentido de agradar aos outros e fazer o que esperam de nós, e assim nos afastamos de quem realmente somos e abrimos mão do nosso poder pessoal. Esses quatro compromissos tem por objetivo nos ajudar a recuperar o poder pessoal e a clareza, e certamente representam o caminho para a liberdade interna, a percepção da verdade e do destino pessoal.

Primeiro compromisso: Seja impecável com a sua palavra.

A palavra é sem duvida um instrumento de poder, e deve ser usada a serviço da verdade. Segundo ele é o poder que todos nós possuímos de nos expressar, comunicar, pensar e, portanto, de criar os eventos em nossas vidas. Se atentarmos para esse fato rapidamente nos daremos conta de como uma palavra pode levantar ou derrubar alguém, criar uma atmosfera de guerra ou de paz. Ser impecável com a palavra significa estar consciente e conectado consigo mesmo. A raiz da palavra impecabilidade vem do latim e significa “sem pecado”. Neste contexto o pecado representa tudo o que você faz e que vai contra você mesmo, contra a sua natureza, ou seja, a auto-rejeição.


Segundo compromisso: Não leve nada para o lado pessoal.

Isso é muito interessante porque somos tão narcisistas que criamos a ilusão de que tudo gira ao nosso redor, de que as pessoas estão constantemente nos tomando como referência. Nos sentimos ofendidos com a maior facilidade, como se o outro tivesse o poder de nos magoar ou ferir. Na verdade ele não tem, nós delegamos a ele esse poder e ficamos aprisionados no sofrimento e na dependência do humor alheio.


Terceiro compromisso: Não tire conclusões.

Vamos ser sinceros, somos especialistas nisso, não somos? Nem precisamos ouvir toda a história, basta uma parte dela e já tiramos todas as conclusões. Às vezes não precisamos nem disso... e então a partir do momento que concluímos algo, aquilo se torna a mais pura verdade!! Na sequência partimos para a fofoca, que é a maneira que encontramos de esparramar o veneno. Quando não compreendemos um fato tiramos logo uma conclusão para preencher o espaço vazio; se o outro fala, concluímos a intenção por detrás da fala, se não fala, concluímos o que significa o silêncio, e assim por diante. E as conclusões a nosso próprio respeito então? Nos colocamos aquém ou além do que realmente somos, e a frustração é inevitável...


Quarto compromisso: Sempre dê o melhor de si.

Essa é a possibilidade de vivermos intensamente nossas vidas, vivê-la na plenitude, na intensidade do que somos. É a oportunidade de nos transformar, e consequentemente transformar a nossa realidade. Dar o melhor de si é estar presente, consciente, é alargar os próprios limites e superá-los. Sem esse compromisso não conseguimos cumprir os outros três.


Fica a dica do livro e, se me permitem, um depoimento. Viver de acordo com os quatro compromissos é um desafio libertador!! Evidentemente não é fácil, vai na contra mão de tudo que aprendemos durante a vida. Vai no sentido oposto da auto importância, do hábito de julgar, do ranço das conclusões precipitadas e das verdades incontestáveis, das palavras inconsequentes e inconsistentes que soltamos a maior parte do tempo. Mas o gostoso dessa história é que mesmo que a mudança seja lenta e pequena, os efeitos na qualidade de vida e das relações que estabelecemos são prá lá de gratificantes!!

_________________________________________________________________________________


Texto de Ana Amorim: Psicóloga Clinica, Terapeuta, eterna curiosa e aprendiz de assuntos metafísicos.

Comentários

Postagens mais visitadas

Minimalismo por que?

Fui atraída pelo assunto Minimalismo após ler posts de moda que tratavam sobre consumo excessivo e ter ficado refletindo sobre a grande relevância desse assunto. Em seguida me empenhei na leitura de diversos blogs sobre o tema.
O interesse por algo diferente do seu cotidiano não acontece do nada: alguma coisa está mudando em você, ou lhe incomodando, criando a necessidade de transformação, de outro enfoque.
No meu caso, vejo agora, duas correntes complementares causaram isso: meu amor por organização + o desagrado com a maioria das compras de roupas que eu vinha fazendo.
O método da Marie Kondo ajudou a destralhar meu guarda-roupa e escritório. No entanto, ainda falta... Sinto que posso fazer melhor, que há mais a ser retirado das estantes. E a quantidade absurda de roupas que foi removida do armário, muitas delas sem uso, fez com que eu tivesse de encarar de frente que meus hábitos de consumo estavam equivocados [para falar o mínimo].
Ou seja: cansei de lutar para manter a organizaç…

Julho sem Desafio

De uma hora para outra me vi precisando muito de itens que não tinha, e os culpados disso são:
frio!!! Este ano o frio pegou mesmomudança de pesoreposição de lingerie e de camiseta para dormirmãe querendo iPad Depois de constatar o acima, e mesmo sendo as substituições liberadas do Desafio, achei melhor fazer uma pausa para resolver definitivamente tudo o que era preciso.


❄ O frio me pegou de surpresa, descobri que não tinha mais que uma malha de cashmere e as camisetas de manga longa eram fininhas, ou seja: não dava para sobreviver só com isso nesta temperatura baixa -- pelo menos não de uma forma fashion.
Esta época é conhecida pelo look cebola: tudo usado junto, roupa em cima de roupa, na tentativa de se agasalhar ao máximo. Não gosto desse método, muitas vezes as peças não combinam nada entre si e o resultado é, para dizer o mínimo, bem ruim.
Entendem o que digo?
Depois de malhas, outra substituição necessária: calças jeans. Emagreci um pouco e elas ficaram largas na cintura e sobra…

Dicas de presente para terceira idade - I

I- Para uma senhora idosa ativa

Pessoas mais idosas são difíceis de presentear pois os itens escolhidos têm que ser muito bem pensados para que não se tornem mais um estorvo dentro da casa ou do armário.
Vale aqui a mesma coisa que pensamos quando estamos procurando algo para alguém mais jovem: qual a rotina da pessoa? qual seu hobby? do que ela gosta mais?

Para as pessoas da terceira idade que mantém rotina agitada as opções são maiores. Sei disso porque meus pais têm quase 90 anos e são super ativos, viajam, lêem, assistem filmes. Sempre mais fácil presentear nesses casos. Com quem você tem intimidade estão liberados os itens de MODA como roupas, bolsas e sapatos. Aqui seguem ideias para presentear uma idosa ativa, porém não tão íntima para escolhermos os itens acima.


Colares
Adoro senhorinhas com muitos colares ou com peças bem coloridas. É uma época da vida em que você não tem que seguir moda, você FAZ sua moda.   Este acima seria perfeito para minha mãe, que gosta de cristais e br…

Casa Mathilde em Moema

A sede da tradicional Casa Mathilde, doçaria portuguesa, fica próxima à estação São Bento, no Centro de São Paulo. Ocupando o endereço do antigo Fasano, é um lugar charmoso, com um balcão enorme cheio de opções de doces.

Ali as possibilidades vão muito além dos tradicionais Pastéis de Santa Clara/ Pastéis de Nata. São bolos, tortas e doces portugueses que não se encontram em nenhum outro lugar, e que competem pela nossa atenção.
A dificuldade é escolher. =D


Apesar de todos esses atributos, nem todo mundo tinha disposição de ir ao velho Centro em busca de seus doces. Mas agora, a boa notícia: a Casa Mathilde abriu uma filial na Avenida Ibirapuera, no bairro de Moema!

Av. Ibirapuera, 2082 (em frente à Igreja N° Sra. Aparecida, Jd de Moema)
Domingo a Quinta, das 9h às 20h. Sexta e Sábado, das 9h às 23h. 
Estacionamento na porta, com manobrista. 

Estive lá no domingo. É um espaço agradável, organizado, bem iluminado. Estava absolutamente lotado, com fila até para escolher um doce no balcã…

Destralhe digital e real

Que incrível que é mudar os parâmetros que nos acompanharam a vida inteira, não é? Ultimamente só consigo pensar em diminuir meus pertences, exatamente o contrário do que sempre fiz.


Em Maio eu estava aqui reclamando da dificuldade que estava enfrentando para deletar arquivos no computador. Update: O destralhe digital ainda está acontecendo, mas a passos de tartaruga...
São dias e dias focada em textos, em dígitos, sentindo que estou sempre na mesma: o que eu limpei ainda é muito pouco frente ao montante de arquivos.

E acho que foi isso que me fez acordar uma manhã animadíssima para destralhar objetos.
Coisas palpáveis são muito mais fáceis de limpar, e ainda se vê claramente o resultado (ao contrário do digital).


Comecei juntando todos os meus cosméticos e afins, que estavam distribuídos por 4 lugares diferentes (olha só que coisa mais errada! 😱). Sentei no chão com eles e todos passaram por uma inspeção minuciosa:
(i) validade definida pelo fabricante,
(ii) validade do produto dep…