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Coisas legais para fazer em São Paulo agora

Fico me perguntando onde está minha criatividade cada vez que tenho que decidir o que quero fazer ou a que restaurante quero ir. As mesmas 5 ou 6 opções aparecem em minha mente. Às vezes não tenho nenhuma vontade especial, mas apesar da quantidade imensa de opções desta megalópole, minha mente seleciona a meia dúzia bem conhecida. Por que será?

Acredito que o viver rotineiro deixe suas marcas, pois quando o fim de semana chega esse processo de escolher o conhecido continua funcionando. Há menos “riscos”, menos “surpresas desagradáveis” (uma conta salgadíssima, uma comida pouco satisfatória, um ambiente desagradável). Por comodismo, por cansaço, por falta de espírito de aventura, vamos aos mesmos lugares. Essa escolha bem-comportada nos dá uma sensação de segurança, mesmo que ela seja falsa, mas, ao mesmo tempo, vai tirando o “tempero” da vida, a descoberta do novo.

Como sempre, há dois lados. E assim, em dias de preguiça, nada melhor do que o “velho conhecido” que nos acolhe com o mínimo de estresse. Já o novo, o diferente exige maior esforço, programação, pesquisa, ação dirigida. Mas faz os olhos brilharem.
Assim, com o objetivo de ajudar outras pessoas que, como eu, estejam sentadas, curtindo o friozinho fazendo o mínimo de movimento, fiz uma lista de coisas legais que a cidade oferece e que são confortáveis e charmosas. Lugares que proporcionam “algo a mais”.

Vamos lá:
Na Cantareira, há o restaurante “Ora Pois”, obviamente português! O charme fica por conta da localização, na Serra da Mantiqueira, estrada da Roseira. Além do bom bacalhau, o passeio oferece um descanso do ritmo de São Paulo. Há verde, clima de interior. Tudo de bom.

Casa da Fazenda” também está na minha lista pelo mesmo motivo. O restaurante merece uma visita, pois está localizado em uma antiga fazenda de café. A construção é colonial, charmosíssima e há ainda uma senzala para ser visitada. Eu recomendo um passeio pelos jardins. No segundo andar, há um espaço para exposições.

MAM: Atualmente com três exposições que ainda não visitei e, portanto, não tenho nada a declarar. Mas falando em restaurantes, vale a pena almoçar lá. É charmoso, a comida e a vista do parque são ótimas.
Mas, nem só de comer vive o homem. Assim, por que não encher os olhos nos museus da cidade?
Instituto Tomie Ohtake:  Picasso, mão erudita – olho selvagem
As obras vêm do Museu Picasso de Paris, que é maravilhoso. Com certeza, vale vencer a inércia e ir. Mais informações aqui.

MASP:  o acervo permanente está novamente nos cavaletes de cristal de Lina Bo Bardi.
Para quem já gostava é o prazer de reencontrar um modo de expor totalmente único e original. Para quem nunca viu, é hora de visitar e formar sua opinião.

Essa pequena lista prova que com um pouco de esforço podemos sair do marasmo. Serviu para me dar “comichões passeadores”. Espero que possa inspirar vocês.
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Texto de Marise Ribeiro: professora e tradutora de Francês, instrutora de Being Energy
 

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