Combatendo o body-shaming

Ainda bem que os assuntos 'corpo perfeito' e 'vergonha de corpo' estão sendo discutidos tão mais frequentemente. Num mesmo dia li três notícias interessantes, vou listá-las aqui para você:


(1) Efeito Contrário - Petiscos
O site noticiou sobre a carta aberta aos leitores que a editora chefe da publicação da Women’s Health, Amy Keller Laird, fez em janeiro dizendo que a publicação não usaria mais termos como “corpo de biquíni” ou “corpo de praia” nas chamadas da capa, e muito menos iria iludir as leitoras com ideias de que é possível emagrecer duas numerações em um único mês. 
“Caro ‘corpo de biquíni‘, você é realmente um equívoco, para não mencionar um insulto não intencional: você implica que um corpo deve ser de determinado tamanho, a fim de usar uma roupa de banho dividida em duas peças. Qualquer corpo é um corpo de biquíni. Você tem vergonha e isso ficou mais do que irritante”.
Apesar da revista ainda se concentrar em dietas e exercícios visando emagrecer partes do corpo, é um pequeno avanço o fato de não mais reportarem como único o corpo que pode usar um traje de banho.


(2) O site WhoWhatWear e o a revista Harper's Bazaar falam sobre a modelo plus size Ashley Graham.

Mesmo sendo uma modelo famosa e reconhecida, ela se ressente da patrulha que comenta sobre seu corpo a cada foto publicada, e por isso se tornou porta voz do movimento #BeautyBeyondSize (beleza além do tamanho).
"Quando eu posto uma foto em um "bom ângulo", recebo críticas por parecer menor, e quando posto fotos mostrando celulite sou acusada de promover obesidade. O círculo de body-shaming precisa acabar. Estou farta disso."
“Estou aqui para qualquer mulher que não se sinta confortável com sua aparência, e precise de um lembrete de que seu corpo é sim lindo. Me orgulho de poder dar visibilidade e espalhar o conceito de positividade corporal e de alguma maneira trazer mais diversidade para indústria da moda.”


(3) Por fim, o site de Lilian Pacce conta sobre a criação da hashtag "We Wear What We Want" (usamos o que queremos) por uma modelo da Califórnia, e que está alcançando grande divulgação pelo Twitter e Instagram.

Conclusão
Está havendo uma grande movimentação social para que o padrão estético vigente seja ampliado e que as pessoas não se sintam mais mal com os próprios corpos. 
Eu acredito que isso é trabalho para muitos anos, não vai ser uma luta rápida. Mas o importante é que está acontecendo e podemos encampar a ideia para deixar nossa vida mais leve. Afinal, é muito melhor você saber que "pode usar qualquer coisa" do que ficar se restringindo em valores antigos como "não posso usar biquíni, não posso mostrar os joelhos, não uso roupas sem mangas", etc.
Vamos nos empoderar e divulgar essa liberdade de ser!

Totalmente a favor do #wewearwhatwewant!

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