Os primeiros seis meses já foram...

E não é que já estamos na metade de 2016? Agosto chegou e entramos no segundo semestre do ano, um momento propício para avaliarmos se estamos cumprindo as promessas que fizemos a nós mesmos no ultimo réveillon. Via de regra, a cada final de ciclo pegamos carona no calendário e aproveitamos para fazer uma varredura, planejamos descartar o que não nos serve mais, extinguir alguns comportamentos que já não nos favorece, modificar o que nos incomoda, batalhar para dar um rumo mais desejado à nossa vida, e geralmente isso tudo regado a champagne, embalado por emoções que transbordam em confraternizações várias, com a luz e o som dos fogos de artifício que se propagam pelo céu.
 
Pois bem, passada a festa e de volta à rotina, as promessas tendem a ficar empoeiradas nas prateleiras do esquecimento. Não as perdemos totalmente de vista, mas acabam se tornando um peso morto na medida em que ocupam espaço mas não fluem, não se transformam em ação. Nos rendemos ao cansaço e à mesmice, às inúmeras e chatíssimas atribulações diárias e deixamos os sonhos virarem pó, que o tempo se encarrega de soprar e dispersar.

Vamos focar o lado positivo dessa história, ainda temos seis meses pela frente para realizar o que desejamos, vamos nos organizar para isso? Em primeiro lugar se aproxime da tal prateleira mental onde estocamos os sonhos e separe os que continuam válidos dos que já caducaram, até porque quem os sonhou foi uma pessoa que talvez também tenha se modificado nesses últimos seis meses. Feito isso, preencha o espaço vazio com novos modelitos de sonho, os que têm sentido para você neste momento, e arrebanhe toda energia que puder para dar vida a eles.

Para arrebanhar a energia é preciso parar com o desperdício; reflita por onde sua energia escoa. Às vezes ficamos remoendo o passado, presos a um fio que já não nos conduz a lugar algum, e a energia vital vaza... outras vezes tentamos controlar o futuro, nos preocupamos com situações imaginárias de cenários sombrios que acreditamos reais, e o desgaste é enorme! Além disso, damos importância a coisas que não são importantes, nos aborrecemos com bobagens, levamos tudo para o lado pessoal, e só queimamos combustível.
 
Temos seis meses pela frente novinhos em folha para serem bem vividos, tempo suficiente para plantarmos novos sonhos e regarmos os já sonhados, cuidarmos do jardim para que nele venham pousar todas as borboletas, como tão bem nos lembrou o poeta!
 

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Texto de Ana Amorim: Psicóloga Clinica, Terapeuta, eterna curiosa e aprendiz de assuntos metafísicos.

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