Seu corpo é seu amigo imaginário?

O corpo não é um amigo imaginário, obviamente. Mas, muitas vezes nos desconectamos tanto dele que é quase como se fosse. Sobretudo quando chega o frio e nos cobrimos com várias camadas de roupa. Aí o coitadinho vai ficando cada vez mais esquecido. Porque, na verdade, a palavra corpo é imediatamente associada à estética, a padrões de beleza, à gordura ou magreza e assim por diante. Debaixo das roupas há menos pressão, podemos pensar nisso depois. Paradoxalmente, é no inverno que ele precisa de atenção extra.
Por causa do frio, muitas vezes dormimos encolhidos, contraídos, enrijecemos os músculos e acordamos com menos mobilidade. É quando esquecemos de tomar água e de passar o creme hidratante depois do banho (sou mestra nisso!). Em compensação, o consumo de alimentos calóricos e gordurosos aumenta. Afinal, tudo é bom para nos sentirmos aquecidas. Justo.

Mas, nossa vitalidade, disposição e até bom humor dependem inteiramente desse amigo bem concreto. Para que nos sintamos bem, para que isso se torne realidade, é preciso estar à escuta do corpo, fazer perguntas e prestar atenção nas respostas.
  • Durmo bem? Durmo horas suficientes? Meu sono é restaurador ou acordo cansada?
  • Tomo sol? Tenho algum contato com a natureza ou minha vida se passa entre quatro paredes? O que o meu corpo acha disso?
  • Estou tomando a quantidade de água suficiente para me sentir bem?
  • Estou escolhendo alimentos “gostosos”, mas que não são nutritivos?
  • A alimentação que faço é boa para mim?
  • Eu me sinto disposta depois das refeições ou sinto necessidade de descansar?
  • Disponho de energia para fazer o que quero, o que sonho?
  • Eu me movimento? Caminho, danço, faço ginástica? Ou sou sedentária convicta?
  • Que tipo de movimento preciso fazer para deixar meu corpo mais maleável e minha mente mais tranquila?
A mente constrói desculpas, nossa zona de conforto detesta mudanças, porém se não tivermos uma vida saudável, estaremos nos limitando, criando desconforto desnecessário. O primeiro passo é sempre o mais difícil. Talvez seja também o mais importante. Rever nossas atitudes com relação a nós mesmas é se dar o poder de criar um quotidiano bem mais feliz. Observe-se. E faça escolhas que a beneficiem. Seu corpo agradece.
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Texto de Marise Ribeiro: professora e tradutora de Francês, instrutora de Being Energy

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