Porque queremos sempre mais roupas

Aguardando minha vez numa fila imensa para o provador da Zara de New York, vendo tantas mulheres diferentes em idade e em físico com tantas peças nas mãos, senti que a ânsia por uma roupa nova era quase imperativa ali. E de repente me dei conta que essa vontade imensa de comprar não é pela roupa em si, e sim pela possibilidade que essa aquisição traga reconhecimento e aprovação: o famoso elogio "está bonita". O que resultou no momento 'eureka':
- É esse intangível que move as compras!


Agora leia este trecho extraído do livro 'O Projeto Rosie' sobre como nosso cérebro se comporta:
"O cérebro humano está programado para focar nas diferenças do ambiente, de modo a conseguir discernir um predador com rapidez. Se eu instalasse quadros ou outros objetos decorativos, eu os notaria por alguns dias e depois meu cérebro iria ignorá-los."  
Olha se não é a mesma coisa com as roupas: depois de um tempo se tornam tão familiares que deixamos de notá-las, de achá-las bonitas ou interessantes. E aí queremos peças novas para voltarmos a "aparecer"! Parece ser um ciclo sem fim...
Entender esse mecanismo ajuda. Saí dali sem comprar nada, vendo que a novidade daquela hora iria durar pouco.
Ou seja: não é negócio comprar o que atrai os olhos somente por ser distinto do que já temos. Melhor deixar para gastar quando surgir algo realmente especial, que vai ser amado por muito tempo.
(Um reforço para o minimalismo...)

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