Livro: As Águas-Vivas Não Sabem de Si

Não gosto de livros de isolamento no mar, de maremotos, de submarinos, nada disso. E acabei comprando este devido à grande propaganda pela internet: houve dias em que não se falava em outra coisa. Arrisquei.
Para minha sorte a história não tem nada de naufrágio: passa-se dentro de uma plataforma submarina científica e conta o dia a dia da pesquisa e os mergulhos, feitos em trajes experimentais para altas profundidades, com a intenção de se buscar vida marinha inteligente.
"Escritora, blogueira, formadora de opinião com milhares de seguidores nas redes sociais, a paulista Aline Valek faz sua estreia no romance com o surpreendente As águas-vivas não sabem de si. Mistura de suspense e ficção científica, o livro é um mergulho nas profundezas do oceano e um convite a suspender o fôlego e a ouvir o silêncio."
 
O que achei
A história é interessante, as vidas das cinco pessoas que estão na estação submarina têm a quantidade certa de drama e suspense. A mergulhadora Corina é uma personagem complexa, com um segredo importante. E gostei muito da ideia de alguns capítulos serem narrados por criaturas marinhas, pelo ponto de vista delas. Original!
Porém, o texto é muito prolixo e para conseguir acabar o livro li várias passagens ao estilo "leitura dinâmica": um olhar para a página pegando a ideia principal e não me detendo nas descrições infindáveis. Ou seja, ele sofre de um mal comum atualmente que é contar uma história que cabe em 150 páginas espichando o texto para o dobro desse tamanho.
Também incomodou a enorme citação de informações de cunho científico, como pressão, atmosferas, extinções, etc., sendo que não se sabe se devemos encará-los como dados acurados ou se fazem parte da liberdade criativa da escritora. 

Não abriria novamente. Não consigo recomendá-lo, apesar de reconhecer que, para uma autora iniciante, é uma história bem amarrada.

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