Livro: Precisamos falar sobre o Kevin

Este livro me assombrou enquanto o lia. É a história de um psicopata, escrita de forma objetiva por sua mãe em longas cartas ao pai. Ela narra desde seu casamento, a vontade dele em ter filhos, o nascimento de Kevin e o dia a dia da família. Desde o início você sabe que Kevin, às vésperas de completar 16 anos, matou nove pessoas em uma chacina em seu colégio. Agora, encarcerado (porém com uma pena de somente sete anos por ser "menor" no momento do crime), recebe as visitas quinzenais da mãe que tenta extrair dele o por quê de ter feito isso.

O menino é um psicopata padrão desde o berço. No livro a mãe se culpa pelas atrocidades do filho, no entanto, qualquer um que já tenha lido sobre psicopatia sabe que a total falta de empatia para com os outros é uma característica desse desvio.

Conheci um menino assim. Desde os seis anos foi diagnosticado com transtorno de conduta, um eufemismo para psicopatia usado para indivíduos de menos de 18 anos. E a mãe, coitada, contava esse diagnóstico sem sequer saber o que realmente significava!!
O vi incitando crianças pequenas a pularem na parte funda da piscina olímpica do clube, com o olhar totalmente mau e semblante impassível. É impressionante!

E o que a pobre família pode fazer?? Que sina essa, de ter um filho sem solução possível.
Eles são perversos porque não têm afetividade, não desenvolvem consciência nem comportamentos de respeito a leis e regras, que impedem que as pessoas cometam atos anti-sociais. E estima-se que haja cerca de 70 milhões de psicopatas no mundo.

Voltando ao livro, há partes em que dá aflição de ler, as 464 páginas são penosas. Aos 95% do livro há uma surpresa que não previ e você o termina com alívio e admiração pela autora, Lionel Shriver.
 
Achei mais fácil assistir Dexter do que ler este livro. Para corações fortes.

Comentários

  1. Li este livro e fiquei impactada. É baseado no massacre da Escola Columbine. Depois, há mais ou menos 3 anos fui assistir ao filme com Tilda Swinton e também gostei. A escritora Lionel Schrivel tem uma narratva interessante, mas vale dizer, tem que gostar muito de ler, porque a escrita dela, não é muito fácil. Já li toso os seus livros e sou fã. Bela indicação. Bjs

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  2. Obrigada, Janeisa. Achei a temática pesada mas muito interessante. Impacta mesmo, você tem razão. Beijos

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