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Livro: A Garota no Gelo - de Robert Bryndza

Vamos começar nosso ano de leituras?
Terminei Garota no Gelo, primeiro livro policial de Robert Bryndza, e que introduz a personagem Detetive Erika Foster, com a qual o autor pretende criar uma série (o segundo e terceiro livros já foram publicados em inglês).
Mas não se deixe enganar pela propaganda de capa: em comparação com Garota Exemplar e A Garota no Trem a única coisa que esses textos têm em comum é a palavra Garota no título. Os dois livros acima são realmente interessantes, com tramas bem urdidas e que valem a leitura. Já A Garota no Gelo é um livrinho bem fraco, com uma protagonista que não prima pelo bom senso.

História
A Detetive Inspetora Chefe Foster, afastada do serviço há 10 meses por chefiar um caso que terminou mal, é chamada de novo à ativa para comandar uma equipe que deve descobrir o culpado do assassinato de uma bela socialite, filha de milionário. 
De pronto cria-se um mal estar junto a outro membro da equipe, o DIC Sparks, que foi preterido no comando dessa investigação. Isso dá início a uma briga de egos no melhor estilo jardim da infância. Um boicotando o outro e tripudiando sempre que possível. Profissionalismo? Não se vê por aqui.

Mas não é só isso. A DIC Foster tem a mania de investigar locais perigosos sozinha, o que causa uma série de problemas: ela consegue um depoimento de possível testemunha mas não tem ninguém para corroborar sua palavra depois que a moça foge; se envolve em situações de risco sem ter apoio de outros policiais; desconfia que sua casa foi invadida mas continua a ficar lá sem avisar ninguém do ocorrido. E o ápice, na minha opinião: tendo se ferido com grande chance de contaminação por HIV, leva dias até resolver passar no hospital para ver o ferimento. Cadê inteligência, cadê?!?

Aliás, cérebro falta também ao assassino que se põe a perseguir a detetive ao invés de fazer a coisa mais lógica para seu caso, que é se esconder e evitar ficar em evidência. O que o autor quer que se pense? Que se o culpado matar a policial responsável por seu caso passará a ficar impune? O óbvio não seria que, nesse caso, toda a carga policial caísse em cima dele? Enfim...

E o interrogatório em que descobrem quem é o assassino serial é simplesmente uma piada - uma longa conversa sobre gatos... 

Conclusão: comecem bem o ano NÃO lendo esse livro. Inclusive, não lerei mais nenhum desse autor.  #decepção
Livro n.1/2017: ⭐ 2 de 5 estrelas

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