Livro: O Clube do Biscoito - de Ann Pearlman

Um livro com um nome tão peculiar! Conta a história de 12 amigas que se reúnem anualmente, na primeira segunda-feira de dezembro, para trocar receitas, biscoitos caseiros e para falar da vida.
"Neste dia, essas mulheres sentem-se à vontade para compartilhar qualquer tema: a paixão e a esperança de um novo amor, as desilusões e as traições amorosas, os medos e as alegrias da maternidade, a agonia de perder um filho e, acima de tudo, a admiração e o respeito que sentem umas pelas outras. Contudo, neste ano, além das histórias divertidas, há alguns assuntos sérios a tratar: a filha mais velha de Marnie está enfrentando uma gravidez de risco. O pai de Jeannie está tendo um caso com sua melhor amiga. Taylor, após ser abandonada pelo amor de sua vida, está com as finanças por um fio. Já Rosie enfrenta a repulsa de seu marido à ideia de um possível filho."
Livros que falam de sororidade sempre me atraem. E este não foi diferente. Ao longo da noite de festa em que trocam seus embrulhos caprichados de biscoitos, cada uma das amigas divide com as outras um pouquinho da sua história, suas dificuldades, alegrias, mágoas, como somente boas amigas conseguem fazer.

Além de 12 receitas reais de biscoitos, a autora ainda acrescentou o histórico de vários ingredientes, como açúcar, sal, gengibre, etc.: onde primeiro apareceram, há quanto tempo, quem cultivava e como, e por aí afora.
"Cada alimento que estudei deu ensejo a um filão de história e proporcionou uma visão das forças e acontecimentos responsáveis por nossa civilização e cultura. Afinal, foi o cultivo do trigo que possibilitou a existência de povoações; foi nosso desejo pela canela que levou à descoberta do Novo Mundo; e nosso vício pelo açúcar, possível apenas devido à escravidão, foi crucial para que os Estados Unidos fossem o país diversificado que é."
O texto em si tem altos e baixos, é um pouquinho arrastado para suas 290 páginas. Porém, acima dos dramas particulares está a clareza com que é mostrado o quanto precisamos de nossas amigas. A vida sem amigas é árida e difícil. Amigas são uma dádiva que precisamos cultivar e manter sempre por perto. Não podemos nunca prescindir delas. Uma ode à amizade feminina!

Obs.: Este post meu apareceu primeiro no Blog E aí, 50? e foi escolhido para republicação aqui devido minhas férias. 💗

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