Livro: Ligações - de Rainbow Rowell

Li o livro todo em uma só noite e madrugada. Adoro quando o texto é bom o suficiente para me fazer optar pela leitura ao invés do sono.

Resenha:
Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim por um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama  – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura. Talvez sempre esteve em segundo plano. Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável. Ela sabia que ele ficaria chateado – Neal está sempre um pouco chateado com Georgie –, mas não a ponto de fazer as malas e viajar sozinho com as crianças. Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente arruinou tudo. Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata de uma viagem no tempo, não exatamente, mas ela sente como se isso fosse uma oportunidade única para consertar o seu casamento – antes mesmo de acontecer…
Será que é isso mesmo o que ela deve fazer? Ou ambos estariam melhor se o seu casamento jamais tivesse acontecido?

 

Tenho que confessar que o nome da personagem principal me confundiu muito no início da leitura: tinha que prestar atenção para lembrar que Georgie era a mulher e, Neal, o homem. :)
Nomes à parte, o livro é super bonitinho, conta a história deles desde que se conheceram, o flerte, as surpresas, a briga que os separou por uma semana...

Georgie é uma escritora de textos de humor e Neal é, atualmente, dono de casa, cuidando da rotina e das filhas do casal. Ela tem um grande amigo que trabalha com ela desde sempre, o que causa alguns episódios de ciúmes no marido.
Quando ela chega em casa na véspera das férias e explica que precisará ficar no trabalho durante todo o feriado de Natal e que não poderá viajar com a família, algo se quebra entre eles.
Neal segue para a casa da mãe em Nebrasca, com as crianças, e Georgie fica trabalhando em Los Angeles - mas com a cabeça nos que estão longe, ligando para falar com Neal inúmeras vezes, sendo que ele nunca a atende.

Uma noite, sem querer enfrentar sua casa escura e vazia, ela se refugia na casa da mãe. Lá encontra, dentro de seu antigo armário, um telefone amarelo, daqueles de disco ainda. Resolve tentar novamente o fone da casa da família de Neal e, miraculosamente, ele atende. No entanto... algo estava fora de lugar, e ela acaba percebendo que o fone a conecta com o Neal de 1998, bem durante a tal semana que passaram separados.
E agora, o que fazer? Avisá-lo que ele não vai estar feliz com a vida que levará com ela dali a 15 anos? Por outro lado, será que falar isso pode fazer com que seu casamento nem se realize? E nesse caso, e as meninas, como ficar sem as meninas??

Eu adoro uma volta no tempo, a possibilidade de se fazer algo diferente, de escolher outro caminho e, por isso, gostei da loucura toda com o "telefone mágico".
O livro é bem escrito, ágil, instigante. Não deu para parar de ler até seu final. Recomendo.

Livro n.20/2017: ⭐ 5 de 5 estrelas
  • Agora, sem querer estragar o plot da autora, lhes pergunto: se fosse um homem que ficasse no feriado para trabalhar, será que a esposa consideraria isso uma ofensa pessoal e se distanciaria dele? Para pensar...

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