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Mais feliz depois dos 40-50'

Domingo foi publicado no blog E aí, 50? um texto incrível sobre "felicidade versus envelhecimento", baseado nos estudos da antropóloga Mirian Goldenberg.
Resumindo muito: as mulheres têm o ponto mais baixo de felicidade entre os 40-50 anos.


O que li não saiu mais da minha cabeça, por isso resolvi compartilhá-lo com vocês: leiam o caso estudado no link acima, pois aqui vou falar da minha experiência e do que vejo acontecer com minhas amigas.

Visão pessoal:
A faixa entre 40 e 50 anos é realmente a pior. Eu sei bem, já estive lá.
  • É quando o rosto começa a "cair" e a gente não se reconhece mais no espelho.
  • É quando nos questionamos sobre o que "deveríamos" vestir: não queremos ficar iguais às nossas filhas e, claro, nos recusamos a parecer nossas mães.
  • É quando fazemos visitas constantes ao dermatologista: para aplicar botox, laser, o que aparecer para levantar a expressão.
  • As clínicas de estética faturam alto com esse público, que está disposto a tudo (sofrer dor e gastar $$$) para enganar o tempo.
  • E é também quando os questionamentos sobre a vida afloram e nos derrubam.
  • Misture tudo isso e acrescente menopausa e mais os filhos deixando o lar. Não tem como não ser indigesto.
Acima é um resumo, mas dá para ver que não é para os fracos, né?

No fundo é uma crise causada por tentativas inglórias para nos mantermos como éramos aos 30'. E isso é impossível: o corpo muda, a situação de vida muda, os questionamentos internos se fazem presentes o tempo todo. Daí a gente acha que não vai aguentar, que será para sempre infeliz e inadequada.

É MESMO UM PERÍODO BEM DIFÍCIL. MAS PASSA!

Aos poucos ACEITAMOS as mudanças: que agora somos quase outras pessoas e que a juventude ficou lá atrás. Agora estamos prontas para sermos mulheres mais fortes, que escolhem seu destino, afazeres, amores e tudo mais que aparecer.

 
Costanza Pascolato

Aos 57 anos, garanto que a independência alcançada é incrível. Você se sente segura para fazer o que quiser. Não há mais as terríveis dúvidas sobre o que eu "deveria" vestir - coloco exatamente o que tenho vontade. Silenciei aquela vozinha interna que perguntava incessantemente se "as pessoas" iriam gostar do meu cabelo, da maquiagem, do sapato, do vestido, etc...
  • Ah, "as pessoas"... uma entidade mítica que acreditamos estar nos julgando o tempo todo quando, na verdade, "as pessoas" estão no mesmo barco que nós, também sentindo que estão sendo observadas e analisadas. Que contrassenso, né?

Conclusão:
Os anos passam e, milagrosamente, você começa a se aceitar exatamente como é. Mantém a vaidade, continua a se cuidar, mas não espera aparentar ser jovem. E entende e incorpora que agora é hora de agradar a si mesma e não se preocupar com o que os outros pensam. 😁

Acreditem, sou imensamente mais feliz hoje do que era até os 50'.

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