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O retorno de um velho (e bom) hábito

Ler. Mergulhar num mundo que não é o seu, que lhe dá outras perspectivas sobre a vida, que lhe mostra lados que você nunca tinha conhecido ou lhe transporta para tramas fantásticas. Maravilhoso, não é?

Quase.
O problema é que com esta vida que levamos atualmente, com os olhos grudados nas telas de TVs, computadores, tablets e celulares, não há espaço (nem vontade) para se investir na leitura.
E por que isso? Porque leitura implica em se desligar do mundo para focar somente em um tema, parar a "integração social" que as telinhas nos dão a impressão de termos e escolher um canto sossegado para ficar só você com você mesmo.

Devido a um curso online que estou fazendo com as meninas da Assinatura de Estilo, comecei a procurar livros afins e me animei. Como é bom você ler algo de um assunto que você gosta!
Então, para re-fixar esse hábito bom, minha meta agora é ler um livro por semana.
Você tem algum assunto que a atraia, que você goste especialmente, que tem curiosidade? Sugiro…
Postagens recentes

Tendências 2020 e possíveis cópias

Nestes dias li boas definições do que é ser uma vítima da moda, e as resumo aqui:
É se montar igual a um editorial de revista ou ser uma cópia completa de alguma vitrine, blogueira, celebridade - ou seja, não ter personalidade nem estilo próprio, ser somente uma reprodução. [1]. Fashion victim ou vítima da moda é exatamente essa pessoa que fica de olho em todas as tendências, mas que não sabe peneirar dentro das inúmeras opções que estão em alta o melhor para si e acaba copiando toda uma combinação, só pelo fato de “estar na moda”. [2]. Comprar uma peça ou outra das novidades da estação não a transforma numa fashion victim. Se a tendência da hora combinar com seu estilo e complementar seu guarda-roupa, isso é apenas usar a moda a seu favor e ainda imprimir um ar de modernidade.

E precisa disso, dessa "modernidade"? Não, não precisa. Seu estilo é mais importante, não o que é ditado externamente.
Mas é até bom a gente saber quais as novas da moda para priorizar o uso das p…

A mídia, as mulheres e as compras

Apesar do título parecer o de alguma fábula de La Fontaine, o que conto aqui é uma história de terror.
Pesquisando imagens para ilustrar o post anterior me deparei com um fenômeno: praticamente a totalidade das fotos mostrava mulheres sorridentes, encantadas, exultantes ao carregar pacotes de compras.
Abaixo, com legendas fictícias:
 "Amigas, depois destas compras iremos esbanjar felicidade" "Venci! Conquistei!"   "Ah, como essas comprinhas levantaram minha autoestima"  "Zerei o cartão, mas estou tããão feliz..." "Meus sonhos irão se realizar com estas sacolas"  "O importante é ter sempre um cartão de crédito para poder comprar mais" "É tão glamouroso fazer compras!"
E, para a versão online do consumo, o que mais se encontra são fotos de mulheres deitadas na cama, cartão nas mãos e antecipando a realização que será fazer seus pedidos: É muita alegria para a tamanha dor nas costas que essa posição dá!!
Conseguir algué…

O retorno de um velho (e mau) hábito

Bolsa Ipanema

Paula Cademartori é uma designer brasileira de bolsas e sapatos, radicada na Itália. Lá ela dá vida a peças interessantes e únicas. O preço não é muito convidativo (pense em + de 1 mil dólares), mas ando vendo tanta bolsa de PU sendo vendida como couro - e com preço de couro - que até dá para cogitar comprar uma quando se estiver viajando por lá ou pelos EUA. Por aqui, inviável: a taxação é altíssima, praticamente dobra o custo.

Mostro aqui a bolsa Ipanema, recém lançada, que ela desenhou inspirada nos calçadões de Copacabana - Rio de Janeiro.
Os pespontos são rosa, olha que diferente
São somente dois modelos e três cores:
É fácil reconhecer uma bolsa Paula Cademartori: o fecho é sempre o logo da marca. Varia de tamanho, de cor, material, mas sempre é a mesma base. Se você quiser ver mais modelos, o site da marca é bem montado e tem coisas lindas (#suspiro). 💖

Cabelos brancos X tingidos

Fazia um ano e meio que não pintava o cabelo e ele já estava bem grisalho. Não estava me incomodando, mas meu marido não parava de reclamar.
Aguentei a bronca por esse tempo todo até que desisti: estava sendo mais desgastante ouvir as críticas do que  perder 2 a 3 horas no cabeleireiro a cada 20 dias.

É incrível como nós, mulheres, somos obrigadas a aparentar uma imagem FICTÍCIA: pele esticada, cabelos sem brancos, corpitcho em forma.
Não pode envelhecer, não pode engordar, não pode deixar de se cuidar visando se manter "jovem". Não podemos sair da juventude.

Agora vou contar minha experiência desse um ano e meio:
Quando o branco está começando a aparecer em alguns pontos do cabelo, seu visual fica um charme só. Quando realmente toma conta de boa parte da cabeça, você se sente - e é tratada - muito diferente do restante das pessoas, que lhe consideram alguém de muitos mais anos* do que o que você tem na verdade.
 Tingido, novamente. Fala a verdade: achou o escuro mais palat…

Acumulação virtual

Acabei de ver que meu Dropbox contém 22.385 documentos. E que o Evernote está com 2.080 notas.
Quantas vidas eu teria que ter para reler tudo isso e seguir o que dizem, como por exemplo: ler 65 livros recomendados, aprender a meditar, organizar a vida como os artigos sugerem, etc., etc.?

Não sei vocês mas, como se pode ver, sou uma guardadora virtual de proporções assustadoras.

Sim, está (quase) tudo separado por assunto em pastas que, teoricamente, posso consultar quando tiver um problema ou dúvida num campo específico. Mas quem faz isso de forma consistente?

Quando vejo uma blogueira ensinando como usar algo, não resisto a tirar um print do modelo e guardá-lo na pasta #comousar. Que nunca mais abrirei, se mantiver o que faço hoje. Então, por que??

Acredito que como o digital não ocupa espaço físico, acabei uma acumuladora como aqueles que se vê na Netflix, com a casa tomada até o teto de coisas absolutamente inúteis que o morador acredita serem de extrema importância (o tal do "…