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Mostrando postagens de Agosto, 2019

A mídia, as mulheres e as compras

Apesar do título parecer o de alguma fábula de La Fontaine, o que conto aqui é uma história de terror.
Pesquisando imagens para ilustrar o post anterior me deparei com um fenômeno: praticamente a totalidade das fotos mostrava mulheres sorridentes, encantadas, exultantes ao carregar pacotes de compras.
Abaixo, com legendas fictícias:
 "Amigas, depois destas compras iremos esbanjar felicidade" "Venci! Conquistei!"   "Ah, como essas comprinhas levantaram minha autoestima"  "Zerei o cartão, mas estou tããão feliz..." "Meus sonhos irão se realizar com estas sacolas"  "O importante é ter sempre um cartão de crédito para poder comprar mais" "É tão glamouroso fazer compras!"
E, para a versão online do consumo, o que mais se encontra são fotos de mulheres deitadas na cama, cartão nas mãos e antecipando a realização que será fazer seus pedidos: É muita alegria para a tamanha dor nas costas que essa posição dá!!
Conseguir algué…

O retorno de um velho (e mau) hábito

Bolsa Ipanema

Paula Cademartori é uma designer brasileira de bolsas e sapatos, radicada na Itália. Lá ela dá vida a peças interessantes e únicas. O preço não é muito convidativo (pense em + de 1 mil dólares), mas ando vendo tanta bolsa de PU sendo vendida como couro - e com preço de couro - que até dá para cogitar comprar uma quando se estiver viajando por lá ou pelos EUA. Por aqui, inviável: a taxação é altíssima, praticamente dobra o custo.

Mostro aqui a bolsa Ipanema, recém lançada, que ela desenhou inspirada nos calçadões de Copacabana - Rio de Janeiro.
Os pespontos são rosa, olha que diferente
São somente dois modelos e três cores:
É fácil reconhecer uma bolsa Paula Cademartori: o fecho é sempre o logo da marca. Varia de tamanho, de cor, material, mas sempre é a mesma base. Se você quiser ver mais modelos, o site da marca é bem montado e tem coisas lindas (#suspiro). 💖

Cabelos brancos X tingidos

Fazia um ano e meio que não pintava o cabelo e ele já estava bem grisalho. Não estava me incomodando, mas meu marido não parava de reclamar.
Aguentei a bronca por esse tempo todo até que desisti: estava sendo mais desgastante ouvir as críticas do que  perder 2 a 3 horas no cabeleireiro a cada 20 dias.

É incrível como nós, mulheres, somos obrigadas a aparentar uma imagem FICTÍCIA: pele esticada, cabelos sem brancos, corpitcho em forma.
Não pode envelhecer, não pode engordar, não pode deixar de se cuidar visando se manter "jovem". Não podemos sair da juventude.

Agora vou contar minha experiência desse um ano e meio:
Quando o branco está começando a aparecer em alguns pontos do cabelo, seu visual fica um charme só. Quando realmente toma conta de boa parte da cabeça, você se sente - e é tratada - muito diferente do restante das pessoas, que lhe consideram alguém de muitos mais anos* do que o que você tem na verdade.
 Tingido, novamente. Fala a verdade: achou o escuro mais palat…